Me dei conta de uma mania estranha que tenho desde criança: não como frutas com a casca machucada.
Na minha casa temos mania de encher uma vasilha de frutas e levar pra minha mãe ou para o meu avô no sofá. Sentamos em volta deles e esperamos que descasquem as frutas e dividam entre a gente. Eu sempre tive mania de escolher a fruta mais bonita, claro. (Quem não faz isso?)
Acontece que às vezes aparecia uma laranja com a casca machucada, parecendo uma cicatriz, e eu dizia “mãe, não quero essa!” e minha mãe, sabiamente, respondia “para com isso, Scintilla. É só a casca!”. E era só a casca mesmo! Depois que ela descascava a fruta dizia “olha! Come! Tá uma delícia! Era só um machucadinho.”
Hoje (com 22 anos nas costas), morando longe da mamãe, resolvi comer uma mandarina (mixirica) que estava com a casca ferida. Deixei a coitadinha separada das irmãs por conta da feiúra, e quando abri a geladeira, pra escolher qual delas eu iria comer, olhei pra ela e pensei “melhor comer logo antes que fique mais feia”.
Descasquei a fruta tentando não tocar na sua parte “defeituosa” (como eu costumo dizer), mas não consegui claro. Eventualmente tive que “colocar o dedo na ferida” dela. E ao terminar, a surpresa: ela era perfeita por dentro. E da leva que eu comprei no sábado, essa foi a mais gostosa até agora.
Me lembro de ter ouvido minha mãe dizer algumas vezes: “está boa, não é? Viu! É pra isso que serve a casca... pra proteger o fruto!” (lição que talvez ela nem se lembre de ter ensinado.)
E é pra isso que serve a casca, pra proteger o fruto! Não podemos julgar a polpa pela casca. Cicatrizes são a história do fruto. Marcas que todos nós temos e que não podem impedir o outro de se aproximar. São parte da nossa história e nos fazem mais saborosos. Eu vejo pelo meu avô: tantas histórias, tantas cicatrizes... e que companhia saborosa.
Obrigada, mãe e vô, por me fazerem ser “casca grossa”, sararem minhas cicatrizes e fazerem parte da minha história.
domingo, 22 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Pimenta nos olhos dos outros...

É refresco!
É fácil dizer como uma pessoa deve agir. Difícil é viver o que se diz em situações menos favoráveis.
Vá rezar! Vá fazer regime! Vá agradecer! Finja que não viu! Seja bom! Fique calmo! Seja paciente! Faça você mesmo! ÂNIMO!
Queria ver neguinho usar tanto o imperativo ou dar tanto conselho se levasse a vida que os mais desprovidos levam!
domingo, 21 de agosto de 2011
Eu ía falar sobre vícios, falta de noção, pessoas que 'twitam' fotos do avô passando mal, andamento de velórios, etc...
Mas resolvi publicar Saramago, que é muito mais conciso do que eu.
Perdido na selva
Agosto 18, 2011 por Fundação José Saramago
A sobreabundância de informação pode fazer do cidadão um ser muito mais ignorante. Passo a explicar. Creio que as possibilidades tecnológicas para desenvolver a massificação da informação avançaram muito depressa. No entanto, o cidadão não dispõe de elementos nem da formação adequada para saber eleger e seleccionar, o que resulta em que ande perdido nessa selva. Precisamente, nesse desnível é onde se produz a instrumentalização em prejuízo do indivíduo, e, portanto, a desinformação.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Saudades
sábado, 19 de março de 2011
Achados e Perdidos

Ontem eu percebi que tenho o pessimo habito de "achar". Achar no sentido de pensar coisas possiveis, que na maioria das vezes sao as mais impossiveis. Sim, o habito eh pessimo pq em noventa por cento dos casos eu "acho errado".
Eu acho que ninguem me ama mais, eu acho que nao deveria interromper, eu acho que deveria ser simpatica, eu acho que teria dado certo, eu acho bom nao convidar, eu acho errado..
Eu acho inclusive que vcs devem estar me achando burra por estar escrevendo sem NENHUM acento, mas eu acho tambem que vcs vao entender que o teclado aqui ta em espanhol e eu nao to conseguindo colocar nem o grampinho da vovo e nem o chapeuzinho do vovo. Mas nem por isso eles viraram travecos, vcs conseguem ver claramente quem eh quem, neh? Eu acho vcs muito inteligentes! (PS1: Esse "achar" faz parte dos 10% de acertos. ;D - PS2: Puxar saco dos leitores gera fidelidade ao blog? Me contem! rs)
Um bando de gracinhas-que-nao-fazem-ninguem-rir a parte, vou voltar ao assunto:
Eu "acho errado" e quando faço isso (fui buscar esse c cedilha no google, ficar sem ele foi alem do toleravel) acabo fazendo merda. Pq eu tomo atitudes tao erradas quanto o ato de achar coisas que nao estavam acontecendo. Acontece que eu erro querendo acertar, pq eu tomo a atitude de acordo com a impressao que eu tive. E ai? Ai que as pessoas nao entendem isso. Acham que eu fui pelo outro lado da rua pq queria ficar longe delas e nao pq eu achei estranha a cara do homem encostado na parede.
Claro que depois de um certo exercicio eu espero que meus amigos, colegas, professores, chefes e etc, passem a entender que eu tento dar o meu melhor. Eh que eu tenho esse deficit de "achaçao".
Por isso peço a todos que sejam claros. Sinceros. Objetivos. Isso me ajuda a tirar as conclusoes mais acertadas.
Enquanto isso eu vou achando que acho errado que, por sinal, pode ser certo, ja que eu acho tudo ao contrario.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Aviso aos terráqueos

Eu não gosto de quem tem pena de mim. Eu tenho espelhos na alma. Eu sei que eu sou intensa demais e que eu tenho mania de profundizar as coisas. Mas essa sou eu. E eu já aprendi a conviver comigo. A gente ri, a gente chora, a gente morre e depois nasce de novo pronta pra outra. Então, não tenham pena de mim. Se a queda for grande dessa vez, ainda terá uma próxima maior ainda. Eu nunca devo me cansar de cair.
Obrigada!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Amedrontamor

Tem uma cena no filme “Comer, Rezar, Amar” que me fez pensar nisso...
Durante a ceia de natal do filme, eles agradecem. Um deles diz: “obrigada Deus, porque pela primeira vez na minha vida eu tenho medo de perder a pessoa que está do meu lado”. Mas o que é bom em ter medo?
Que lindo!? Que lindo?
Amor não deveria ser paz, passarinhos e borboletas?
Sentimento esquisito esse que faz a gente ter medo de um oásis no deserto.
Aliás, é bem isso: deserto, 40 graus à sombra, sede, solidão, cansaço... “Oh! Um oásis??? Não pode ser! Beber ou não beber dessa água? Deve ser imaginação minha... Por favor, está tão bom aqui! Não desapareça, oásis! Não seja um delírio de uma mente cansada. Não seja um sonho. Não seja um tumor no meu cérebro.
Apenas exista, oásis... Eu não quero te perder.”
Por fim... E aí? Quem quer morrer nesse deserto sem experimentar isso? Por mais insano que isso seja... Ninguém quer ficar de fora, aposto!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Conduta
No mundo das emoções e dos relacionamentos não existe certo e errado. Todos querem acertar.
Se ele liga, quer demonstrar. Se não liga, também.
Quando a gente gosta nunca faz nada com a intenção de afastar o outro.
Se tem ciúme é pra aproximar. Se não tem é pra continuar pertinho.
Ninguém quer ver o final de uma coisa que dá certo.
E quando nos entregamos em relações que não dão certo e que não tem a menor chance de dar, nada mais queremos do que transformar aquilo em uma linda história de amor que tinha tudo pra dar errado mas triunfou.
Feliz ou infelizmente, quando a gente ama, só se erra querendo acertar.
Só se perde querendo ser achado.
Só se entrega querendo ser roubado.
Se ele liga, quer demonstrar. Se não liga, também.
Quando a gente gosta nunca faz nada com a intenção de afastar o outro.
Se tem ciúme é pra aproximar. Se não tem é pra continuar pertinho.
Ninguém quer ver o final de uma coisa que dá certo.
E quando nos entregamos em relações que não dão certo e que não tem a menor chance de dar, nada mais queremos do que transformar aquilo em uma linda história de amor que tinha tudo pra dar errado mas triunfou.
Feliz ou infelizmente, quando a gente ama, só se erra querendo acertar.
Só se perde querendo ser achado.
Só se entrega querendo ser roubado.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Adiós Matrix!

Venho, por meio deste “post”, pedir desculpas publicamente pela minha total falta de juízo e bom senso no último mês.
Já fazia algum tempo (dois anos, pra ser mais exata) que eu não era acometida pela insanidade da paixonite aguda. Dois anos que eu já tinha superado o limite das idiossincrasias, neuroses e desgastes emocionais.
Eu não era mais assim. Aquele bípede desgraçado, que em nada me atraía (nem física, nem intelectualmente) trouxe a tona uma parte de mim que já estava morta e enterrada.
Peço perdões a todos os meus amigos, familiares e conhecidos. E aos amigos dele também! Aquela tola, inocente e esperançosa já está no seu devido lugar novamente.
Hoje eu volto a ser eu. Um pouco inconseqüente e um pouco equilibrada. Enfim, uma pessoa normal, que já passou dessa fase idiota. Com outros limites (que não tenham nada haver com relacionamentos estáveis) para serem superados.
Relacionamentos estáveis são do tempo da minha vovozinha. Ou, hoje em dia, é coisa pra quem tem muita sorte... E eu nunca fui uma pessoa de sorte, eu luto pra conquistar o que eu quero. Nada nunca cai do céu aqui! Caso contrário eu moraria em São Paulo e estudaria na UNIFESP. Na sala do lado estaria o meu namorado alto, loiro, de olhos azuis, com sobrenome italiano, que estaria no quinto ano de medicina, já se preparando para o internato. A mãe dele me daria de presente de aniversário o meu tão sonhado silicone e traições, mentiras e biscates não entrariam no nosso mundinho sortudo.
Realidade, eu estou de volta! Medicada, curada e com força total. Não tem mais lugar pra sua falsidade no meu mundo. Nem pra de quem quer que seja.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Cinema

Nem sempre existe uma verdade e uma mentira. O número de verdades, geralmente, é equivalente ao número de envolvidos. Cada um compreende a situação do jeito que mais convém. Do jeito que lhe for mais interessante, ou não. Assim, cada um colhe de cada versão a parte que mais interessa. Fatos, evidências, pontos importantes... Está na cabeça de cada um.
E você pode escolher dois métodos para montar a sua verdade:
1. Ouvir cada ponto de vista e juntar as partes que estão em comum.
2. Ouvir cada ponto de vista e entender o que lhe for mais (ou menos) conveniente.
Vai da situação... Ou do seu estado de espírito.
Na verdade tudo isso só diz respeito a você e a quem mais você quiser que esteja à parte. Ao publico só cabe assistir. Sem opinar. São as suas verdades. As suas escolhas. Eles têm as deles.
Se cada um escrevesse a sua história não teríamos por aí tanta gente carente de um papel principal.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Téti-a-téti
Ela começaria dizendo:
“Ao contrario do que você imagina, eu também já passei por muitas coisas na minha vida amorosa. Apesar da pouca idade, eu já enfrentei um numero incontável de surpresas (des)agradáveis no quesito relacionamento.
Eu sei o quanto é gostosa a fase da paquera, da incerteza, da aproximação, primeiras brigas, ciúme, cumplicidade... A criação de laços.
Acontece que, exatamente pelo fato de já ter passado pelas incontáveis experiências tais, acho que a gente chega numa certa idade e já pode ir direto ao ponto: Sem precisar de joguinhos.
Tá entendendo?
Negócio é o seguinte: eu também gosto de você. Sei que você gosta de mim.
Posso acreditar nas coisas que eu escuto de você? Você pode acreditar no que eu te falo!
Vamos parar com esse jogo idiota de ‘agora-quem-fica-na-dúvida-sou-eu’ ou ‘minha-vez-de-te deixar-achando-que-você-gosta-mais’. ‘Não-gostei-daquilo-aquele-dia.-Toma-essa-agora-você!’... A gente já sabe como acabam essas brincadeiras. Precisa passar por isso de novo? Eu não sou criança, já provei desse sabor aí... Você também. Tenho certeza!
E aí!? Como ficamos?”
Eu termino (por ela):
“Maturidade não é só você ser formado, ter um emprego, responsabilidades com a sociedade... É saber falar, ouvir, ou, pelo menos, saber o que fazer numa situação dessas antes que as coisas desçam pelo ralo.”
Sejamos sublimes, simples, felizes! (E rápidos. Por favor! Pra que seja menor o número de feridos.)
“Ao contrario do que você imagina, eu também já passei por muitas coisas na minha vida amorosa. Apesar da pouca idade, eu já enfrentei um numero incontável de surpresas (des)agradáveis no quesito relacionamento.
Eu sei o quanto é gostosa a fase da paquera, da incerteza, da aproximação, primeiras brigas, ciúme, cumplicidade... A criação de laços.
Acontece que, exatamente pelo fato de já ter passado pelas incontáveis experiências tais, acho que a gente chega numa certa idade e já pode ir direto ao ponto: Sem precisar de joguinhos.
Tá entendendo?
Negócio é o seguinte: eu também gosto de você. Sei que você gosta de mim.
Posso acreditar nas coisas que eu escuto de você? Você pode acreditar no que eu te falo!
Vamos parar com esse jogo idiota de ‘agora-quem-fica-na-dúvida-sou-eu’ ou ‘minha-vez-de-te deixar-achando-que-você-gosta-mais’. ‘Não-gostei-daquilo-aquele-dia.-Toma-essa-agora-você!’... A gente já sabe como acabam essas brincadeiras. Precisa passar por isso de novo? Eu não sou criança, já provei desse sabor aí... Você também. Tenho certeza!
E aí!? Como ficamos?”
Eu termino (por ela):
“Maturidade não é só você ser formado, ter um emprego, responsabilidades com a sociedade... É saber falar, ouvir, ou, pelo menos, saber o que fazer numa situação dessas antes que as coisas desçam pelo ralo.”
Sejamos sublimes, simples, felizes! (E rápidos. Por favor! Pra que seja menor o número de feridos.)
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Miscellaneous
Eu sou a rainha do xaveco inesperado ! Hahaha, culpa da minha coragem repentina em demonstrar interesse. Mas não tem nada de mal nisso. Tem?
Não tô dizendo que vendo minha alma pra ficar com o xavecado .. só tô demonstrando que acho interessante.
Muitas coisas são interessantes .. Monet, sorvetes, comida japonesa, filmes do Woody Allen, homens de barba, o bigode do Brandon Flowers, os olhos do Chris Cornell, a voz do John Mayer ..
Não se sinta assim tão transcendental.
Só não se sinta um Zé .. Mas você já sabe que não é, claro.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Scars

Hoje eu fui obrigada a ouvir hoje que é tudo culpa minha. Que eu nunca levo a sério os relacionamentos que tenho.
Algum motivo eu tive pra deixar de acreditar que histórinhas bonitinhas como as dos meus avós não acontecem mais hoje em dia.
Esse o único problema que eu tenho na vida: nascer romântica e viver decepcionada.
Eu não tenho saúde emocional (talvez nem física) pra acreditar naquele amor cinematográfico que eu acreditava. Só isso!
Claro que não foi sempre assim.. Mas é que essa mania idiota de viver tudo tão intensamente.. fazer novela de cada cena fofinha, ter uma música pra cada pessoa, pra cada momento, acreditar em amor a primeira vista, acreditar em amor de cinema, acreditar nas pessoas.. tudo isso desgasta a gente!
Que bom que acabou mesmo! Agora eu fico livre pra tentar acreditar de novo. (Sim, pois não é que eu não queira acreditar. Parece que o romântismo fica impregnado na pele da gente, nos pensamentos.. Pode ser que seja até uma questão de religião, ou de criação, não sei! Eu quero que aconteça. Eu até tento acreditar.. mas na hora H eu acabo indo pro outro lado. Pode até ser uma síndrome de Meredith Grey. E eu a odeio por essa mania! Mas enfim..)
Talvez eu não tenha conseguido me entregar porque não era pra ser. Mas, talvez, também seja porque eu não consigo mais.
E isso eu só vou saber com o tempo. Então, não cobre de mim uma coisa que não posso prometer. "No me pidas algo que es del tiempo". (♫)
Eu sempre tive "aquele cheiro doce de menina romântica", sim. Mas é inevitável o "gosto ácido de mulher moderna".
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Ao pé da letra
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Platônico
Eu quero conhecer a sua família. Eu quero saber como você trata a sua mãe. Eu quero saber se vocês jantam todos os dias, se jantam juntos, se rezam antes...
Eu preciso saber se você gosta de cachorros, que nome daria a um buldogue francês.
Eu quero te conhecer melhor, reconhecer seu perfume. Você gosta de perfumes? Tem um monte de onde eu venho...
Eu tenho que ver como é seu quarto, a sua guitarra, o seu guarda-roupa. É você que arruma o seu guarda-roupa? Como você dobra suas camisas?
Eu quero mexer no seu computador. Olhar suas pastas, suas fotos, ouvir suas músicas. O seu desktop é desorganizado ou só tem atalhos para os principais programas?
Você faz idéia do que é um pneumotórax? Eu gostaria de te ensinar sobre medicina e aprender sobre aquilo que você gosta.
Eu tenho vontade de ouvir algumas confissões suas, mas não muitas. (Não é bom saber de tudo.) De te ver irritado, de te ver alucinado de alegria por uma boa notícia.
Me conte sobre a sua infância, do que você tem medo? Do que você lembra como se fosse ontem?
Me fala o nome da ultima mulher por quem você se apaixonou. Por que você não está mais com ela?
Aponte os meus defeitos. Enalteça as minhas qualidades.
Brinque comigo. Me faça cócegas! Eu sei, eu odeio cócegas. Mas eu aceito recebê-las de você num gesto de carinho.
Não brinque comigo se não for dentro de casa. Eu tenho dificuldade de entender piadinhas a meu respeito, mas na nossa intimidade você pode me explicar.
Me deixa pegar o seu sotaque, seus tics, seus tocs, suas manias...
Me faça parte do seu universo do jeito que você já é parte do meu.
Eu preciso saber se você gosta de cachorros, que nome daria a um buldogue francês.
Eu quero te conhecer melhor, reconhecer seu perfume. Você gosta de perfumes? Tem um monte de onde eu venho...
Eu tenho que ver como é seu quarto, a sua guitarra, o seu guarda-roupa. É você que arruma o seu guarda-roupa? Como você dobra suas camisas?
Eu quero mexer no seu computador. Olhar suas pastas, suas fotos, ouvir suas músicas. O seu desktop é desorganizado ou só tem atalhos para os principais programas?
Você faz idéia do que é um pneumotórax? Eu gostaria de te ensinar sobre medicina e aprender sobre aquilo que você gosta.
Eu tenho vontade de ouvir algumas confissões suas, mas não muitas. (Não é bom saber de tudo.) De te ver irritado, de te ver alucinado de alegria por uma boa notícia.
Me conte sobre a sua infância, do que você tem medo? Do que você lembra como se fosse ontem?
Me fala o nome da ultima mulher por quem você se apaixonou. Por que você não está mais com ela?
Aponte os meus defeitos. Enalteça as minhas qualidades.
Brinque comigo. Me faça cócegas! Eu sei, eu odeio cócegas. Mas eu aceito recebê-las de você num gesto de carinho.
Não brinque comigo se não for dentro de casa. Eu tenho dificuldade de entender piadinhas a meu respeito, mas na nossa intimidade você pode me explicar.
Me deixa pegar o seu sotaque, seus tics, seus tocs, suas manias...
Me faça parte do seu universo do jeito que você já é parte do meu.
Expectativas

Tê-las ou não?
Eu não sei pelos pecados de quem eu pago quando tenho que suportar tantos problemas de relacionamento. Mas não podem ser os meus mesmo, tendo em vista que tenho esses tais problemas desde que me conheço por gente.
O resultado desses maremotos, dessas turbulências, é que eu evito criar expectativas com qualquer tipo de vínculo novo. Isso inclui os mais variados tipos de vínculos. Sim.
E eu não tenho como saber se isso acontece com todo mundo porque, ao evitar expectativas, não chego naquele momento em que a gente cria uma intimidade tão perfeita a ponto de poder perguntar “Porque isso tá acontecendo com a gente?” e depois ouvir um “É normal, relaxa.”.
Ontem minha internet caiu por horas e eu achei um joguinho no meu computador. Resolvi ver qual era a do jogo pra passar o tempo. Joguei por umas duas horas e desisti. Fui dormir. E, claro, não criei expectativas de vitórias porque achei difícil e quase impossível.
Hoje a internet caiu de novo. Resolvi jogar pra passar o tempo e, pra minha absoluta surpresa, eu venci o Mahjong Titans.
Eu estava sendo pessimista? Eu estava me protegendo de uma decepção? Eu estava evitando uma expectativa que poderia me levar à frustração? Eu estava mais uma vez deixando de acreditar que tudo é possível para aquele que crê? Eu teria vivido melhor ou pior a experiência de vitória se tivesse esperado por aquele momento? Eu estou fazendo uma analogia idiota e sem fundamentos? Expectativas. Tê-las ou não?
sábado, 24 de abril de 2010
Sobre perdas e ganhos:
Eu tenho um amigo que não se apaixona. Ou pelo menos é o que ele diz.. nunca se apaixonou.
Que triste deve ser isso.
Eu tava assistindo agora pouco um vídeo do Padre Fabio de Melo em que ele diz que, cada vez em que a gente ama, o nosso coração é quem ganha em qualidade.
Acredito que isso seja verdade não só sentimentalmente, espiritualmente mas também fisiológicamente. Coração que sofre, coração mais forte.
Veja a minha avó por exemplo:
Já perdeu dois filhos, duas irmãs, tantas amigas e amigos.. aquilo é que é coração. Cada susto que ela já levou. Cada nervoso que ela já passou.. Quando a gente acha que ela não vai dar conta lá está ela.. lutando.
Minha avó é a pessoa que eu conheço que mais amou nessa vida. Amou mesmo, de todo o coração. Amor a ponto de largar tudo..
Pq eu, ou você.. nós fazemos isso por meia duzia de pessoas. Quando muito umas 20.
Mas ela ainda dá tudo pela família inteira (cerca de 150 pessoas) e pelos amigos também.
Enfim, o que eu quiz dizer com isso mesmo?
Tô morrendo de saudade da minha avó ..
Mas o que eu queria dizer também é que o coração de pessoas como a minha avó tem muita qualidade. Em todos os sentidos.
Amar pai, mãe, irmã.. isso qualquer um faz. Quero ver dar o sangue por uma pessoa que não merece (aparentemente).
Por isso que é triste conhecer alguém que não se apaixona. Vida fácil. Que qualidade tem um coração assim? Em todos os sentidos..
Além de tudo esse meu amigo nunca foi a um enterro de alguém próximo.
É .. amigo, cuide bem do seu coração! No primeiro susto você pode ter um infarto ..
Que triste deve ser isso.
Eu tava assistindo agora pouco um vídeo do Padre Fabio de Melo em que ele diz que, cada vez em que a gente ama, o nosso coração é quem ganha em qualidade.
Acredito que isso seja verdade não só sentimentalmente, espiritualmente mas também fisiológicamente. Coração que sofre, coração mais forte.
Veja a minha avó por exemplo:
Já perdeu dois filhos, duas irmãs, tantas amigas e amigos.. aquilo é que é coração. Cada susto que ela já levou. Cada nervoso que ela já passou.. Quando a gente acha que ela não vai dar conta lá está ela.. lutando.
Minha avó é a pessoa que eu conheço que mais amou nessa vida. Amou mesmo, de todo o coração. Amor a ponto de largar tudo..
Pq eu, ou você.. nós fazemos isso por meia duzia de pessoas. Quando muito umas 20.
Mas ela ainda dá tudo pela família inteira (cerca de 150 pessoas) e pelos amigos também.
Enfim, o que eu quiz dizer com isso mesmo?
Tô morrendo de saudade da minha avó ..
Mas o que eu queria dizer também é que o coração de pessoas como a minha avó tem muita qualidade. Em todos os sentidos.
Amar pai, mãe, irmã.. isso qualquer um faz. Quero ver dar o sangue por uma pessoa que não merece (aparentemente).
Por isso que é triste conhecer alguém que não se apaixona. Vida fácil. Que qualidade tem um coração assim? Em todos os sentidos..
Além de tudo esse meu amigo nunca foi a um enterro de alguém próximo.
É .. amigo, cuide bem do seu coração! No primeiro susto você pode ter um infarto ..
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Verdade dói.
Ter que fingir? Não. Isso não é comigo. Não é mesmo.
Quem já passou por mim sabe.
Quantas e quantas vezes eu acabei me declarando, mesmo sabendo que não aconteceria nada, simplismente por não conseguir fingir que estava tudo bem.
É a mesma situação. Os riscos são bem parecidos.
E eu não fiz por maldade em nenhuma das situações.
Eu fiz por lealdade ao que eu sentia.
Se foi egoísmo eu não sei. Não sei mesmo.
Mas eu fiz por bem.
A verdade dói, eu sei. Dói na alma, dói na carne. Eu sei.
Eu já estive dos dois lados. E foi justamente por isso que eu optei pela sinceridade.
Que merda se de qualquer jeito machuca.
Mas me dói tanto quanto..
Quem já passou por mim sabe.
Quantas e quantas vezes eu acabei me declarando, mesmo sabendo que não aconteceria nada, simplismente por não conseguir fingir que estava tudo bem.
É a mesma situação. Os riscos são bem parecidos.
E eu não fiz por maldade em nenhuma das situações.
Eu fiz por lealdade ao que eu sentia.
Se foi egoísmo eu não sei. Não sei mesmo.
Mas eu fiz por bem.
A verdade dói, eu sei. Dói na alma, dói na carne. Eu sei.
Eu já estive dos dois lados. E foi justamente por isso que eu optei pela sinceridade.
Que merda se de qualquer jeito machuca.
Mas me dói tanto quanto..
Hora.
São quilometros por hora. Porém, estacionada. E com o olhar parado! Como no trânsito.
Em transe.
Não faz parte de mim fazer alguém chorar. Eu não sou assim. Eu sou aquela que leva os sorrisos.
Mas, inevitavelmente, acontece de vez em quando.
Desculpe a sinceridade! Achei que seria melhor...
Viajei?
Em transe.
Não faz parte de mim fazer alguém chorar. Eu não sou assim. Eu sou aquela que leva os sorrisos.
Mas, inevitavelmente, acontece de vez em quando.
Desculpe a sinceridade! Achei que seria melhor...
Viajei?
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