segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ao pé da letra


Sabe aquele negócio de que "as pessoas com as quais você se relaciona deixam partes delas em você. Por isso temos que estar atentos com quem nos relacionamos.." não queremos restos podres grudados na nossa carne.
Então, sabe isso?
Me fez não te querer mais por saber quem já acordou do seu lado.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Platônico

Eu quero conhecer a sua família. Eu quero saber como você trata a sua mãe. Eu quero saber se vocês jantam todos os dias, se jantam juntos, se rezam antes...
Eu preciso saber se você gosta de cachorros, que nome daria a um buldogue francês.
Eu quero te conhecer melhor, reconhecer seu perfume. Você gosta de perfumes? Tem um monte de onde eu venho...
Eu tenho que ver como é seu quarto, a sua guitarra, o seu guarda-roupa. É você que arruma o seu guarda-roupa? Como você dobra suas camisas?
Eu quero mexer no seu computador. Olhar suas pastas, suas fotos, ouvir suas músicas. O seu desktop é desorganizado ou só tem atalhos para os principais programas?
Você faz idéia do que é um pneumotórax? Eu gostaria de te ensinar sobre medicina e aprender sobre aquilo que você gosta.
Eu tenho vontade de ouvir algumas confissões suas, mas não muitas. (Não é bom saber de tudo.) De te ver irritado, de te ver alucinado de alegria por uma boa notícia.
Me conte sobre a sua infância, do que você tem medo? Do que você lembra como se fosse ontem?
Me fala o nome da ultima mulher por quem você se apaixonou. Por que você não está mais com ela?
Aponte os meus defeitos. Enalteça as minhas qualidades.
Brinque comigo. Me faça cócegas! Eu sei, eu odeio cócegas. Mas eu aceito recebê-las de você num gesto de carinho.
Não brinque comigo se não for dentro de casa. Eu tenho dificuldade de entender piadinhas a meu respeito, mas na nossa intimidade você pode me explicar.
Me deixa pegar o seu sotaque, seus tics, seus tocs, suas manias...
Me faça parte do seu universo do jeito que você já é parte do meu.

Expectativas


Tê-las ou não?
Eu não sei pelos pecados de quem eu pago quando tenho que suportar tantos problemas de relacionamento. Mas não podem ser os meus mesmo, tendo em vista que tenho esses tais problemas desde que me conheço por gente.
O resultado desses maremotos, dessas turbulências, é que eu evito criar expectativas com qualquer tipo de vínculo novo. Isso inclui os mais variados tipos de vínculos. Sim.
E eu não tenho como saber se isso acontece com todo mundo porque, ao evitar expectativas, não chego naquele momento em que a gente cria uma intimidade tão perfeita a ponto de poder perguntar “Porque isso tá acontecendo com a gente?” e depois ouvir um “É normal, relaxa.”.
Ontem minha internet caiu por horas e eu achei um joguinho no meu computador. Resolvi ver qual era a do jogo pra passar o tempo. Joguei por umas duas horas e desisti. Fui dormir. E, claro, não criei expectativas de vitórias porque achei difícil e quase impossível.
Hoje a internet caiu de novo. Resolvi jogar pra passar o tempo e, pra minha absoluta surpresa, eu venci o Mahjong Titans.
Eu estava sendo pessimista? Eu estava me protegendo de uma decepção? Eu estava evitando uma expectativa que poderia me levar à frustração? Eu estava mais uma vez deixando de acreditar que tudo é possível para aquele que crê? Eu teria vivido melhor ou pior a experiência de vitória se tivesse esperado por aquele momento? Eu estou fazendo uma analogia idiota e sem fundamentos? Expectativas. Tê-las ou não?

sábado, 24 de abril de 2010

Sobre perdas e ganhos:

Eu tenho um amigo que não se apaixona. Ou pelo menos é o que ele diz.. nunca se apaixonou.

Que triste deve ser isso.

Eu tava assistindo agora pouco um vídeo do Padre Fabio de Melo em que ele diz que, cada vez em que a gente ama, o nosso coração é quem ganha em qualidade.

Acredito que isso seja verdade não só sentimentalmente, espiritualmente mas também fisiológicamente. Coração que sofre, coração mais forte.

Veja a minha avó por exemplo:

Já perdeu dois filhos, duas irmãs, tantas amigas e amigos.. aquilo é que é coração. Cada susto que ela já levou. Cada nervoso que ela já passou.. Quando a gente acha que ela não vai dar conta lá está ela.. lutando.

Minha avó é a pessoa que eu conheço que mais amou nessa vida. Amou mesmo, de todo o coração. Amor a ponto de largar tudo..

Pq eu, ou você.. nós fazemos isso por meia duzia de pessoas. Quando muito umas 20.

Mas ela ainda dá tudo pela família inteira (cerca de 150 pessoas) e pelos amigos também.

Enfim, o que eu quiz dizer com isso mesmo?

Tô morrendo de saudade da minha avó ..

Mas o que eu queria dizer também é que o coração de pessoas como a minha avó tem muita qualidade. Em todos os sentidos.

Amar pai, mãe, irmã.. isso qualquer um faz. Quero ver dar o sangue por uma pessoa que não merece (aparentemente).

Por isso que é triste conhecer alguém que não se apaixona. Vida fácil. Que qualidade tem um coração assim? Em todos os sentidos..

Além de tudo esse meu amigo nunca foi a um enterro de alguém próximo.

É .. amigo, cuide bem do seu coração! No primeiro susto você pode ter um infarto ..

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Verdade dói.

Ter que fingir? Não. Isso não é comigo. Não é mesmo.
Quem já passou por mim sabe.
Quantas e quantas vezes eu acabei me declarando, mesmo sabendo que não aconteceria nada, simplismente por não conseguir fingir que estava tudo bem.
É a mesma situação. Os riscos são bem parecidos.
E eu não fiz por maldade em nenhuma das situações.
Eu fiz por lealdade ao que eu sentia.
Se foi egoísmo eu não sei. Não sei mesmo.
Mas eu fiz por bem.
A verdade dói, eu sei. Dói na alma, dói na carne. Eu sei.
Eu já estive dos dois lados. E foi justamente por isso que eu optei pela sinceridade.
Que merda se de qualquer jeito machuca.
Mas me dói tanto quanto..

Hora.

São quilometros por hora. Porém, estacionada. E com o olhar parado! Como no trânsito.
Em transe.
Não faz parte de mim fazer alguém chorar. Eu não sou assim. Eu sou aquela que leva os sorrisos.
Mas, inevitavelmente, acontece de vez em quando.
Desculpe a sinceridade! Achei que seria melhor...
Viajei?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Do doce

É verdade mesmo que eu não sei escrever sobre muitas coisas além de relacionamentos, cotidiano e tal. Mas isso é ruim? Eu deixo para os outros falarem de guerras, política, cinema...
É verdade também que 80% dos livros que eu leio são romances. E daí?
Eu sou doce, porque vim do doce.
Sou super apegada a minha família, a gente costuma brincar lá na casa da minha avó que as pessoas choronas, sensíveis, fizeram "Escola da Tia Dinha" (talvez a Tia mais chorona, difícil saber por que todo mundo é meio chorão na família da minha avó huehue).

Eu sou sentimental mesmo, eu sou intensa, como a maioria das mulheres da minha família..

"Mulheres tarja-preta, contra-indicadas, que causam dependência física e psíquica. Com elas, não há de vez em quando; toma-se uma dose já se desejando outra."
Foi por isso que minha avó laçou meu avô aos 19 anos, pouco depois de se conhecerem, terminando um noivado com um português rico para se casar com ele, funcionário da pedreira do pai dela. (56 anos de casados)

Foi por isso que a minha mãe trocou alianças de casamento com o meu pai após seis meses de namoro (sem estar grávida), fazendo ele terminar com as outras namoradas modelos que ele tinha no trabalho. (26 anos de casados)
E é por essa e outras que eu sigo acreditando no amor, falando e lendo sobre ele.

Eu faço isso porque tenho conhecimento do assunto. Não sou leiga.

Eu fiz "Escola da Déda". Hueheuhe, sofrer sem deixar de amar. Sem perder nada, sem perder o romantismo, só ganhando.

Amor não é só coisa de cinema, nem de novela, nem de livros... "A arte imita a vida."
E que sempre "seja eterno enquanto dure." Afinal, é sempre bom.
O único pensamento realista que eu tenho diante do amor é: "Muitos passarão, eu passarinho."